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Limpeza de Fachada Brasil
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Regras para operar drone de limpeza de fachada

Para operar drone de limpeza de fachada, o drone é cadastrado no SISANT, o rádio é homologado pela ANATEL, o piloto passa no exame da ANAC e há seguro RETA. Cada operação é solicitada no SARPAS, do DECEA. A categoria no RBAC 100 depende do risco: Aberta, Específica ou Certificada. Dano ao prédio pede RC operacional.

Revisado em 23/09/2026

Revisado em 23/09/2026. Regulação muda; confira na fonte antes de operar.

Categorias do RBAC 100

O RBAC nº 100, da ANAC, divide a operação de drone em três categorias por risco, não por peso: Aberta, Específica e Certificada. Ele foi aprovado pela Resolução ANAC nº 805, de 15 de junho de 2026, e substituiu o RBAC-E nº 94.

Aberta. Drone de até 25 kg, voo até 120 m acima do solo, à vista do piloto ou com observador. Distância de pessoas não envolvidas: 30 m na horizontal (ou barreira mecânica). Cumpridos os requisitos, não precisa de autorização prévia da ANAC.

Específica. Operação que passa dos limites da Aberta. O operador demonstra segurança, de preferência com a análise de risco SORA ou com cenários padrão da ANAC, e obtém autorização (Governo Federal).

Certificada. Operação de maior risco, como transporte de artigos perigosos (Governo Federal).

A lavagem de fachada pode cair na Aberta ou na Específica, conforme as condições da tabela, montada a partir do RBAC nº 100.

Condições para a categoria Aberta do RBAC nº 100
Condição da operaçãoCategoria Aberta possível?Fonte
Drone com até 25 kg na decolagem (água por mangueira do solo, sem tanque)SimGov.br/ANAC
Drone acima de 25 kg (tanque cheio ou kit pesado)Não → EspecíficaGov.br/ANAC
Piloto vê o drone o tempo todo, ou há observadorSimGov.br/ANAC
Piloto só por câmera ou óculos, sem observador (outro lado do prédio)Não → é BVLOSGov.br/ANAC
Distância de 30 m na horizontal (ou barreira mecânica) protegendo quem passaSimGov.br/ANAC
Calçada movimentada, sem isolamentoNão → EspecíficaGov.br/ANAC
Até 120 m acima do solo, fora de zona de aeródromoSimGov.br/ANAC
Perto de aeródromo (em BH: Pampulha; na região: Confins)Precisa de autorização do DECEADECEA

Drone com tanque cheio ou kit pesado pode passar de 25 kg e ir para a Específica. Drone alimentado por mangueira do solo pode ficar mais leve. Calçada movimentada sem isolamento também leva à Específica, porque não cumpre 30 m na horizontal (ou barreira mecânica).

Como nós operamos: enquadramos nossas lavagens com drone na categoria Aberta do RBAC nº 100, com análise de risco feita antes de cada serviço: drone de até 25 kg, piloto com observador, calçada protegida por isolamento físico ou distância de 30 m na horizontal (ou barreira mecânica) e voo até 120 m acima do solo. Cada voo é solicitado no SARPAS. Quando uma fachada não cumpre essas condições, não usamos drone: indicamos rapel ou balancim.

SARPAS e DECEA: toda operação

Toda operação precisa de solicitação de acesso ao espaço aéreo no SARPAS, sistema do DECEA. As regras estão na ICA 100-40, “Aeronaves Não Tripuladas e o Acesso ao Espaço Aéreo Brasileiro”. Ela vigora desde 1º de julho de 2026.

Faça o pedido antes de cada operação e guarde o protocolo. Cadastro na ANAC e seguro não dispensam a solicitação no SARPAS.

Altura e zonas de aeródromo

Na categoria Aberta, o voo vai até 120 m acima do solo. Fachada mais alta do que isso sai da Aberta e pede outro enquadramento. Textos antigos citam teto menor para prédios altos; para a Aberta, vale o limite do RBAC nº 100.

Perto de aeródromos há áreas com restrição, e o voo precisa de autorização específica. Em Belo Horizonte, é o caso do entorno da Pampulha e de Confins. Consulte as áreas no SARPAS e as regras na ICA 100-40.

Observador, VLOS e BVLOS

Na Aberta, o piloto vê o drone o tempo todo (VLOS) ou conta com observador, segundo o Governo Federal. Quando ninguém da equipe enxerga o drone diretamente, a operação é BVLOS e sai da Aberta.

Lavar o outro lado do prédio sem observador é BVLOS. Pilotar só pela câmera ou por óculos de vídeo, sem observador, também é. Por isso o observador é linha fixa de custo, conforme as condições do RBAC nº 100.

SISANT, ANATEL e RETA: o básico

Quatro exigências valem para qualquer operação, na leitura da página de drones da ANAC:

  • Cadastro do drone no SISANT, sistema da ANAC.
  • Homologação da ANATEL do equipamento de rádio, conforme a ANAC.
  • Exame teórico da ANAC para todo piloto remoto, segundo o Governo Federal.
  • Seguro RETA, que cobre danos a terceiros causados pela aeronave, conforme a ANAC.

O que o RETA não cobre

O RETA cobre danos a terceiros causados pela aeronave, conforme a ANAC. Ele não cobre a responsabilidade da operação por dano ao prédio nem a carros e pessoas no chão atingidos pelo serviço. Jato que trinca vidraça ou produto que mancha carro ficam fora.

Para isso existe o seguro de responsabilidade civil (RC) operacional. Ele não substitui o RETA exigido pela ANAC; os dois entram juntos na calculadora de custo operacional.

Fontes primárias: RBAC nº 100, Resolução ANAC nº 805/2026, ICA 100-40 e nota do Governo Federal.

Este texto não substitui a leitura da norma nem a orientação de profissional habilitado.

Perguntas frequentes

Drone de limpeza de fachada pode operar na categoria Aberta?

Pode, se cumprir todas as condições: peso dentro do limite, voo à vista do piloto ou com observador, distância de terceiros ou barreira mecânica, altura dentro do teto e fora de zona restrita. Se uma falhar, a operação sai da Aberta. A categoria da operação depende de análise de risco; consulte a ANAC.

Preciso pedir autorização no SARPAS toda vez?

Sim. Cada operação exige solicitação de acesso ao espaço aéreo no SARPAS, sistema do DECEA, conforme a ICA 100-40. Cadastro do drone e seguro não dispensam esse pedido. Perto de aeródromos, como Pampulha e Confins em Belo Horizonte, há restrições e pode ser preciso autorização específica.

Prédio alto precisa de autorização especial?

Depende da altura. A categoria Aberta vai até o teto definido no RBAC 100, informado nesta página com link oficial. Fachada acima desse teto sai da Aberta. Textos antigos citam um limite menor para prédios altos; confira sempre a norma vigente da ANAC e a ICA 100-40 do DECEA.

O seguro RETA cobre dano ao prédio durante a lavagem?

Não conte com isso. O RETA cobre danos a terceiros causados pela aeronave. A responsabilidade do serviço, como vidro quebrado, fachada manchada ou carro atingido por produto, pede seguro de responsabilidade civil operacional. Peça uma apólice com cobertura escrita para lavagem de fachada com drone e guarde a cópia.

Quem precisa fazer prova na ANAC?

Todo piloto remoto precisa passar no exame teórico de conhecimentos da ANAC, segundo o Governo Federal. Isso vale para quem pilota o drone de limpeza, não para o observador ou o apoio em solo. Guarde o comprovante junto com o cadastro do SISANT e o seguro para mostrar ao contratante.

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